Compra de veículos
Ao comprar um veículo, o consumidor tem direito a duas garantias: a legal, que é de 90 dias e vale a partir do momento da compra; e a contratual, estipulada pela montadora ou revendedora, e que se soma à legal.
Dicas para valorizar seu dinheiro
· Avalie se a mercadoria vale o preço cobrado;
· Compare os preços. Sempre há lugares mais baratos;
· Pechinchar sempre é uma boa idéia;
· Prefira compras à vista. Assim fica mais fácil controlar o orçamento doméstico. Se você não tem o dinheiro, junte e deixe para comprar no mês seguinte;
· Caso seja necessário fazer compras à prazo, leve sempre em conta os juros. Pode parecer pouco 10% ao mês, mas não é se comparado à inflação mensal que está entre 4% e 5% ao ano;
· Deixe para comprar supérfluos em períodos de baixa de preços. Roupas, calçados e eletrodomésticos ficam mais baratos entre agosto e outubro.
· Ao contratar serviços, exija sempre orçamento prévio e também garantia do serviço realizado.
· Na dúvida quanto ao preço, não compre.
Após um estudo cuidadoso das anotações das despesas dos meses anteriores, pode-se fazer a previsão dos gastos mensais, semestrais e até anuais.
Cuidados com compras on-line
O consumidor on-line precisa tomar alguns cuidados a mais na hora da compra.
Confira o custo total do produto, pois alguns detalhes podem passar batidos na hora da comparação de preço. Verifique sempre, por exemplo, os valores do frete e as taxas de importação, caso a aquisição seja feita em sites internacionais.
Ao comprar em sites estrangeiros, o cliente vira um tipo de importador. O código de defesa do consumidor varia de país para país, assim o Procon não pode auxiliar em casos de queixas.
Edila Moquedace de Araújo, assistente de direção do Procon, alerta que, quanto mais informações o site passar sobre o produto a ser comprado, menor o risco de a compra ser infeliz.
Entrega
Ao fazer aquisições pela rede, você é protegido pelas regras que regem as compras feitas fora do estabelecimento comercial. Uma delas é a garantia do direito de arrependimento: o consumidor tem sete dias para avaliar o produto e decidir se vai ficar com ele. Os dias podem ser contados a partir da venda ou da entrega.
Caso você queira devolver a compra, deve entrar em contato com a empresa onde adquiriu o produto e exigir o recolhimento do mesmo e a devolução do dinheiro. Se a reivindicação não for atendida, o Procon deve ser acionado.
Você pode também se recusar a receber o produto se ele for entregue fora do prazo prometido ou se estiver avariado. "Aconselhamos o comprador a abrir o produto na hora em que o receber, assim pode recusar a entrega naquele momento. Ainda, o ideal é vincular o pagamento do produto à entrega", explica Araújo.
Documentos
Outra dica importante é imprimir todo tipo de confirmação de que a compra foi feita. As cópias poderão ser usadas como documentos em caso de problemas com a compra. Também é preciso oferecer alternativas de pagamento, além do cartão de crédito, como o boleto bancário.
FONTES BIBLIOGRÁFICAS
· Guia Prático do Procon de São Paulo, Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania.
· Educação do Consumidor - Serviço Social da Indústria, Departamento Regional do Espírito Santo (Findes/SESI)
· Código de Defesa do Consumidor
· Beabá do Jovem Consumidor - SECOM, Prefeitura de Belém.
· Entendendo o Código de Defesa do Consumidor (Guia do Consumidor 1)
Antes da compra
(Fonte www.compraconsciente.com.br)
O ato de comprar exige preparo e planejamento por parte do consumidor.
Para comprar bem, com consciência e evitando o conflito, o consumidor deve, antes de sair às lojas, responder a cinco perguntas básicas, que apesar de simples fazem toda a diferença entre uma compra bem-sucedida e outra frustrada.
São elas:
Mas além de evitar conflitos nas relações de consumo, o consumidor que compra com consciência tem sempre em mente que o ato de consumo é uma "agressão" ao Planeta. Essa "agressão" pode ser reduzida. Tudo depende da forma que o consumidor agir.
Todos nós podemos, ambém no ato de consumo, pensar em sustentabilidade. E podemos começar repensando o nosso ato de consumo.
Veja as dicas abaixo.
O que vou comprar:
O consumidor deve estar bem certo de suas necessidades ao se decidir por comprar um produto ou contratar um serviço. Num mundo em que as novidades se sucedem e as tecnologias rapidamente se tornam obsoletas, substituídas por outras mais eficientes e modernas, a compra sem uma análise atenta e criteriosa a essa pergunta pode levar o consumidor a adquirir um produto ou serviço que em pouco tempo não vai servir mais para nada. O serviço ainda pode vir a ser cancelado, já o produto, não. Gasta-se o dinheiro que "custou" ganhar e produziu-se mais lixo.
Importante
Informe-se o mais que puder sobre determinado produto, a fim de certificar-se de que ele vai realmente atender às suas necessidades e a que custo – é a famosa relação custo-benefício.
Um exemplo que resume essa situação é a da tevê digital. Muitas pessoas, ansiosas por experimentar a novidade, se dispuserem a pagar preços salgados pelos conversores, já que pouquíssimos aparelhos de televisão estão – mesmo hoje – preparados para a nova tecnologia. Passados poucos meses, o preço dos conversores caíram significativamente, deixando os consumidores apressados com a sensação de negócio malfeito e perda de dinheiro. Além disso, em pouco tempo os conversores se tornarão peças de museu (ou lixo), já que todos os aparelhos virão prontos com a tecnologia digital.
Quando vou comprar
Essa pergunta tem a ver com o planejamento financeiro. Muitas vezes, movido pela ansiedade, o consumidor se decide por uma compra que, naquele momento, vai lhe trazer mais problemas do que soluções.
Importante
Antes de se decidir por uma compra, pergunte-se:
-
Preciso mesmo desse produto agora?
-
Se esperar um pouco mais consigo um produto melhor e mais barato? (olha o exemplo do conversor para tevê digital!)
-
Terei vantagens em fazer a compra num momento em que o mercado esteja mais favorável ao consumidor? (um exemplo são as megaliquidações de fim de ano)
Partindo para um exemplo mais corriqueiro, todos sabem que uma compra de supermercado, por exemplo, costuma ser bem maior quando a fazemos com fome, atendendo a um impulso biológico.
De quem vou comprar
Para responder a essa pergunta, o consumidor deve lançar mão das muitas ferramentas que estão à disposição – internet, consulta a amigos, órgãos de defesa do consumidor – para se certificar de que as empresas envolvidas no fornecimento de determinado produto ou serviço são mesmo idôneas e/ou tratam com respeito o consumidor, o meio ambiente, as relações trabalhistas, em programas de Responsabilidade Social, estão atentas e trabalhando para a redução do CO2 que emitem.
Essa pesquisa é bem complexa é deve envolver não só o fabricante do produto como as empresas e/ou pessoas que o estão comercializando e as que vão executar a assistência técnica – de nada adianta comprar um produto de qualidade se ele chegar com atraso, com defeito ou mesmo não ser entregue. Ou se quando apresentar defeito você não ter a quem recorrer ou penar para conseguir o conserto ou a reposição de um novo.
E essa pesquisa não deve se restringir apenas ao produto, mas a todos os aspectos que envolvem a sua fabricação.
Um consumidor consciente se informa antes de se decidir por determinado produto se a empresa que o fabrica é socialmente responsável, preocupada com o meio ambiente, com a inclusão social de pessoas com deficiências, com a eliminação da mão-de-obra escrava e a exploração do trabalho infantil, etc.
Diversas organizações no Brasil e no mundo, como o Instituto Ethos, o Akatu, a Abrinq e o Greenpeace, ajudam a atestar se uma determinada empresa ou organização estão em dia com suas obrigações sociais. Outras, como o Idec, Pro Teste, Procons, Sindec e sites como o Compra Conscientee e o Reclame Aqui ajudam a desmascarar o mau fabricante e/ou mau comerciante.
Antes de uma compra e definido o produto ou a marca que se quer, consulte os links abaixo e tenha mais informações sobre a empresa. Pode-se, ainda, entrar no site do fornecedor e ver em suas páginas se há algum trabalho na área de Responsabilidade Social. As boas empresas têm dado destaque a esses trabalhos e até disponibilizam seus relatórios sociais nos sites. Os relatórios são ótimas ferramentas para conhecer uma empresa e quais são suas preocupações com relação à sustentabilidade.
Links para você conhecer a empresa
Reclamações de consumo
www.mj.gov.br/SindecNacional
www.procon.sp.gov.br/reclamacoes.asp
ONGs de defesa do consumidor
www.idec.org.br
www.proteste.org.br
Conhecendo as empresas
www.akatu.ORG.BR (veja “Guia de Empresas e Produtos” e “Faça o teste e descubra se você é um consumidor consciente”)
www.ethos.org.br
|